terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Fé contra a Razão


             
         Felippe Ramos do Nascimento


      Um extremo que temos presenciado nas Igrejas, é o distanciamento da Fé e Razão. Uma onda anti-racionalista com tendências fideístas, tem entrado nas Igrejas principalmente nos movimentos leigos de natureza carismática. [1] É importante frisarmos que este espírito do anti-racionalismo tem perturbado a Igreja, olham para o conhecimento com desprazer e desconfiança.
 São facilmente observadas na Igreja. As pessoas já não fundamentam sua fé no conhecimento. Advogam a superioridade das experiências espirituais em relação à assimilação intelectual das verdades da palavra de Deus. Dessa forma, a fé tem sido considerada um ato cego da vontade. É a decisão de crer em alguma coisa, independentemente da razão ou ignorando a falta de evidências consistentes sobre o que se crê. [2]
            Segundo a análise de Stott, esta postura é típica dos movimentos pentecostais que fazem da experiência o principal critério da verdade. E tomando proporções maiores e sérias são os neo-pentecostais com a sua declaração anti-intelectual. Eles afirmam que no fundo o que importa não é a doutrina, mas a experiência. Isto equivale a por a experiência subjetiva acima da verdade de Deus revelada. Na realidade, o anti-intelectualismo é uma válvula de escape para fugir da responsabilidade dada por Deus do uso cristão de nossas mentes. [3]
            Francis Chaeffer nos mostra algumas consequências de se lançar a fé contra a racionalidade. A primeira consequência de colocar-se o Cristianismo no andar superior diz respeito à moral. Surge a questão de como estabelecer-se um relacionamento de um Cris­tianismo no andar superior para com a esfera da moral na vida cotidiana. A resposta simples é que tal não é possível. Como vimos, não há categorias no andar supe­rior; portanto, não há maneira de provê-lo com qualquer espécie de categorias. Não se pode ter verdadeira moral no mundo real uma vez feita essa dissociação. O que nos res­ta, em tais circunstâncias, é um formulário de normas éticas inteiramente relativas.[4]
            A segunda consequência exposta por Shaeffer é que não se tem uma base adequada para o direito, para a lei. O sistema legal da Reforma era, todo ele, calcado no fato de que Deus revelara algo real na própria essência das coisas comuns da vida. Para o homem da Reforma havia uma base para a lei, para o direito. O ho­mem moderno não apenas repudiou a teologia cristã, mas também alijou a possibilidade do que nossos ances­trais esposavam como base para a moral e para o direito.[5]
Outra conseqüência é que tal rejeição põe por terra a solução que se propõe ao problema do mal. A resposta que lhe dá o Cristianismo se alicerça na Queda concebi­da como ocorrência histórica, no tempo e no espaço, real e completa. O erro de Tomás de Aquino foi a noção de uma Queda incompleta. A verdadeira posição cristã, entretanto, é que, no espaço e no tempo e na história, houve um homem não programado que fez uma escolha, rebelando-se realmente contra Deus. Se rejeitar esta solução, como expõe Shaeffer, não há como fugir à chocante afirmação de Baudelaire: "Se há um Deus, é-o o Diabo".[6]
            A quarta consequencia que Shaeffer nos mostra de se colocar a fé superior a razão é sacrificarmos nossa possibilidade de evangelizar a verdadeira gente do presente século no âmbito de seu próprio pensamento. O homem moder­no anseia por outra resposta que a de sua própria perdi­ção. Tem, pois, o Cristianismo a oportunidade de falar claramente quanto ao fato de que a resposta que oferece encerra exatamente aquilo de que se desesperou o ho­mem moderno — a unidade de pensamento. É uma res­posta una que abarca a vida como um todo. É verdade que o homem terá de renunciar a seu arraigado racionalismo, entretanto, com base no que se pode discutir, tem ele plena possibilidade de recobrar a racionalidade.[7]
Dessa forma, a Igreja e Sociedade devem resgatar princípio da racionalidade da Fé. São as duas que possibilitam o homem a enxergar a verdade. Em nenhum momento, a sociedade pode eliminar a fé, e o Cristianismo desconsiderar a razão. Segundo Stott, o verdadeiro Cristianismo dá ênfase à importância do conhecimento, rechaça qualquer anti-intelectualismo como algo negativo e paralisante e salienta que muitos de nossos problemas existem por causa da nossa ignorância. Sempre que o coração estiver cheio e a cabeça vazia, há o surgimento de um perigoso fanatismo.[8]
Esse é o desafio que a Igreja deve enfrentar. Mostrar na sociedade que a razão e a fé constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Se a Sociedade e a Igreja consegue enxergar esta verdade bíblica, novos rumos poderão seguir a história, e assim, as pessoas terão a possibilidade de contemplar a verdade e retornar ao propósito do Criador.


           


[1] João, B, LIBÂNIO. Op. Cit, p. 181.
[2] John, STOTT. Crer É Também Pensar. p. 7 e 8.
[3]Ibid, p 9.
[4] Francis, SHAEFFER. Op. Cit, p. 79.
[5] Ibid, p. 79 e 80.
[6] Idem
[7] Francis, SHEFFER. Op. Cit, p. 81.
[8] J, STOTT. Cristianismo Autêntico, p. 344.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fé, Razão e Sociedade




Felippe Ramos do Nascimento          

          A sociedade atual, fruto da construção que perdurou séculos, desconsidera a fé em sua totalidade, dando toda credibilidade a razão. Como expõe Libânio, o desenvolvimento da razão autônoma conduziu o pensamento moderno a um pluralismo, relativismo e ceticismo cujas consequências mais graves são as crises de sentido. Contentando-se com verdades parciais e provisórias, tal pensamento não faz perguntas radicais sobre o sentido e o fundamento último da verdade.[1]
          Podemos perceber o resultado dessa sociedade e chegar à conclusão que onde se tira a religião gera uma verdadeira desordem ética, moral e social. Utilizando as palavras de Libânio, ele descreve que este processo gerou um verdadeiro ecocídio; produziu um verdadeiro exército de pobres; tem criado um coração humano egoísta, individualista, fechado, condenado à solidão, consumista, sôfrego de prazeres que não o fazem felizes. Ele mostra que este homem pós-moderno, resultado do Racionalismo, está na ameaça no niilismo de valores, de bem, de verdade. E acompanha-o a melancolia cinzenta. E num movimento de reação e de ressurreição diante de tanta morte simbólica, ecológica e humana, abrem-se espaço para a dimensão estética, lúdica, gratuita, festiva, religiosa da existência.
          Diante dessa realidade, conseguimos entender a indignação de G.K.Chesterton quando escreve uma crítica à razão da forma que a sociedade racionalista a via. Ele critica seriamente o cético arrogante e mostra que o elemento principal da insanidade é a razão usada sem raízes, à razão no vazio.[2]
           Chesterton nos leva a ver a importância do místico, do mistério, da fé. Podemos constatar isto em suas palavras:


Enquanto se tem mistério se tem saúde, quando se destrói o mistério se cria a morbidez. O homem comum sempre foi sadio porque o homem comum sempre foi um místico. Ele aceitou a penumbra. Ele sempre teve um pé na terra e outro num país encantado. Ele sempre se manteve livre para duvidar de seus deuses, mas, ao contrário dos agnósticos de hoje, livre também para acreditar neles. Ele sempre cuidou mais da verdade do que da coerência. Se via duas verdades que pareciam contradizer-se, ele tomava as duas juntamente com a contradição. Sua visão espiritual é estereoscópica como a visão física: ele vê duas imagens simultâneas diferentes, contudo, enxerga muito melhor por si mesmo.[3]


          Chesterton nos fala que o místico se baseia no segredo de que o homem pode compreender tudo com a ajuda daquilo que não compreende.[4] Ele sabia que a fé e a razão, deveriam andar juntas, que é na relação que o homem consegue compreender aquilo que sua mente não é capaz de sondar, e assim, poder deleitar-se na percepção da verdade.
          Portanto, devemos levar a sociedade a ver dois aspectos importantes em relação à razão. O primeiro é o apresentado por Ioannes Paullus, onde ele nos descreve que são os elementos da fé que auxilia a razão e ajuda na compreensão do mistério. Esses servem para conduzir mais longe a busca da verdade e permitir que a mente possa autonomamente investigar inclusive dentro do mistério.[5]
          O segundo é exposto por Alan Richardson, que nos mostra que a razão deve ser justificada ou corrigida pela fé. Sem fé cristã, a filosofia poderia, até certo ponto, se aproximar da verdade, mas não poderia saber que assim o fez. O progresso atual da história da filosofia, contudo, nos mostra que ela facilmente conduz ao erro positivo ou a um ceticismo radical.[6]


[1] João, B, LIBÂNIO. Op. Cit, p. 187.
[2] G.K.CHESTERTON. Ortodoxia, p. 47.
[3] G.K.CHESTERTON. Op. Cit., p 48.
[4]Idem
[5] Ioannes, PAULUS. Op. Cit, p 6.
[6] A, RICHARDSON. Op. Cit,. p 183.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

#florestafazadiferença







Como humanos e cristãos, precisamos nos mobilizar a causa nobre da defesa da natureza. A ordem de Deus para todos os homens em Gênesis 1:26, era de dominar sobre a criação de Deus, um domínio que requer cuidado, zelo, preservação e implica na mobilização contra todo tipo de atentado a esta criação. 


Nós brasileiros, estamos diante de uma possível atrocidade se for aprovado o novo código florestal. Segundo o site da campanha #florestafazadiferença, o texto aprovado está muito longe do que sociedade brasileira espera de uma lei florestal para o século XXI, ignorando completamente as recomendações feitas pelos cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC e da Academia Brasileira de Ciência - ABC.
Se for aprovado pelo Senado, resultará em grande retrocesso à legislação brasileira ao diminuir a proteção as florestas, podendo perder até 50% das matas ciliares, enfraquece o combate ao desmatamento, descaracteriza a função socioambiental da propriedade e incentiva a cultura da impunidade anistiando multas e crimes ambientais. 


Qual é o código que deve ser aprovado: Um Código Florestal justo, moderno e eficiente para: 


a) incentivar e apoiar a recuperação das áreas desmatadas, ao invés de diminuir sua proteção;
b) reconhecer e premiar quem cumpre a lei;
c) dar condições de adequação para quem quer cumprir a lei;
d) punir quem sempre lucrou com o crime ambiental;
c) dar tratamento diferenciado para os agricultores familiares e populações tradicionais em relação aos grandes produtores;
d) criar condições para acabar com o desmatamento no país.


(fonte: http://www.florestafazadiferenca.org.br



Não podemos nos calar. Devemos de forma integral, lutar pela preservação da criação de Deus. Este é o dever de cada cristão, retornar ao princípio do cuidado, do zelo e da preservação.


Assuma sua responsabilidade e ajude evitar a atrocidade e o regresso: http://www.florestafazadiferenca.org.br/home/ 





quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Louvando Errado....


         Um vídeo que mostra de modo cômico, uma crítica aos levitas e hipócritas que recheiam os templo aos domingos em um ato de religiosidade, cantando e mostrando as pessoas aquilo que não são verdadeiramente. 





quinta-feira, 20 de outubro de 2011

SONETO DE FIDELIDADE


                                                                                                                     Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, a angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FRASES DE G K CHESTERTON



Do livro: ORTODOXIA

"Fé acredita no inacreditável, senão deixa de ser virtude".

"Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor entusiasmá-lo continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha duvidar de si próprio".

"A imaginação não gera insanidade. O que gera a insanidade é exatamente a razão. Os poetas não enlouqueceram, mas os jogadores de xadrez sim. Os matemáticos enlouquecem. Mas isto raramente acontece com artistas criadores. Não estou em nenhum sentido atacando a lógica. Só afirmo que este perigo está na lógica, não na imaginação".

"A poesia mantém a sanidade porque flutua facilmente num mar infinito; a razão procura atravessar o mar infinito, e assim torná-lo finito. O resultado é exaustão mental".

"O louco não é um homem que perdeu a razão. O louco é um homem que perdeu tudo, exceto a razão".

"O elemento principal da insanidade, podemos dizer, é a razão usada sem raízes, a razão no vazio".

"Hoje em dia, a parte humana que o homem afirma é exatamente a parte que não deveria afirmar. A parte de que ele duvida é a parte que não deveria duvidar - a razão divina".

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

CUIDADO...



Por Felippe Ramos

O homem já morreu. Deus já morreu. A vida se tornou uma existência sem significado, e o homem não passa de uma roda na engrenagem. A única via de escape passa por um mundo fantástico de experiências, drogas, absurdos, pornografia, uma experiência final, ilusiva a loucura....
                                                                                              Francis Shaeffer


            Uma descrição real da sociedade. Sem perspectivas, sem sonhos, sem a construção de um futuro melhor, esperando o caos.
            Este é o retrato que vemos quando começamos observar as pessoas, suas atitudes, os vícios, as injustiças, a indiferença, a individualidade.
            Se nos remetermos ao passado, podemos perceber que nossa geração é fruto de uma (des) construção que perdurou séculos, quando o homem começou utilizar o princípio da razão autônoma e  destruir todo traço divino na sociedade, gerando no pensamento moderno um pluralismo, relativismo e ceticismo.
            Diante desta realidade, chegamos à conclusão que onde se tira a “religião” (Deus), gera uma desordem ética, moral e social. Utilizando as palavras de Libânio, ele descreve que este processo gerou um verdadeiro ecocídio; produziu um verdadeiro exército de pobres; tem criado um coração humano egoísta, individualista, fechado, condenado à solidão, consumista, sôfrego de prazeres que não o fazem felizes. Ele mostra que este homem pos-moderno, resultado do Racionalismo, está na ameaça no niilismo de valores, de bem, de verdade. E acompanha-o a melancolia cinzenta. E num movimento de reação e de ressurreição diante de tanta morte simbólica, ecológica e humana, abrem-se espaço para a dimensão estética, lúdica, gratuita, festiva, religiosa da existência.

Cuidado para não ser mais uma vítima desta sociedade...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

FÁCIL E DIFÍCIL




 Carlos Drummond de Andrade

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a 
mesma... 
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. 
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SOBRE A IGREJA IRRACIONAL



Tenho escutado, lido e analisado a realidade de muitas igrejas e suas aberrações teológicas.

Fico “impressionado” com o discurso de seus líderes.

“Deus te fez para ser prospero!”
“Você foi criado para vencer!”
“Tome posse das bênçãos!”
“Não aceite derrota em sua vida!”
“Você é filho do Rei, por isso você nasceu para ser rico!”
“Não aceite o sofrimento!”
“Não aceite a pobreza!”

E outras frases que manipulam o emocional das pessoas.

E mais impressionado, é como isto atrai multidões. Um discurso baseado no que a cultura capitalista impôs ao ser humano como exigências para o bem estar terreno. Totalmente voltadas para o homem.
Estas igrejas são reflexos de uma sociedade humanista, e usa de métodos de manipulação para atrair pessoas e ganhar benefícios materiais.
         Diante desta situação, vejo como a fé das pessoas está baseada em um emocionalismo cego. Uma fé sem qualquer fundamento. Basta lermos além dos dois primeiros capítulos da Bíblia e nos depararmos com a problemática humana: “o pecado”, do qual se estabeleceu toda desordem espiritual, emocional, fraternal e social humana. Uma desobediência do primeiro homem que afetou toda uma geração, inclusive a nossa geração.
         Mas me pergunto: Onde fica Jesus nesta teologia? Qual espaço ocupa o Cristo histórico neste sistema? Um homem que nasceu em uma família pobre, tinha um trabalho comum em seu contexto, foi odiado pelas pessoas, traído por seus amigos, padeceu dor física no caminho da Cruz e morreu de forma humilhante nesta mesma Cruz.

Esta é uma boa pergunta para os defensores deste discurso.

Por isto, pare, pense, analise e não se deixe levar pelos sofistas da Igreja Moderna.


Felippe Ramos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"CHUVA" Rob Bell


Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso! Mateus 11:28.




 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

IMITAÇÃO DE CRISTO: "DO AMOR DE JESUS SOBRE TODAS AS COISAS..."

Thomás  À Kempis

...Bem-aventurado aquele que compreende o que seja amar a Jesus e desprezar-se a si por amor de Jesus. Por esse amor deves deixar qualquer outro, pois Jesus quer ser acima de tudo. O amor da criatura  é enganoso e inconstante; o amor de Jesus é fiel e inabalável. Apegado à criatura, cairás com ela, que é instável; abraçado por Jesus, estarás firme para sempre. A Ele ama e guarda como amigo que não te desamparará, quando todos te abandonarem, nem consentirá que pereças na hora suprema. De todos te hás de separar um dia, quer queiras, quer não...
...Conchega-te a Jesus na vida e na morte; entrega-te à sua fidelidade, que só Ele te pode socorrer, quando todos te faltarem. Teu Amado é de tal natureza, que não admite rival: Ele só quer possuir teu coração e nele reinar como rei em seu trono. Se souberas desprender-te de toda criatura, Jesus acharia prazer em morar contigo. Quando confiares nos homens, fora de Jesus, verás que estás perdido. Não te fies nem te firmes na cana movediça: porque toda a carne é feno, e toda a sua glória fenece como a flor do campo (Is 40:6).
...Facilmente serás enganado, se só olhares para as aparências dos homens. Se procuras alívio e proveito nos outros, quase sempre terá prejuízo. Procura a Jesus em todas as coisas, e Jesus acharás. Se te buscas a ti mesmo, também te acharás, mas para a tua ruína. Pois o homem que não busca a Jesus é mais nocivo a si mesmo que todo o mundo e seus inimigos todos....

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

VIDA...William Shakespeare


Depois de Algum tempo você Aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. 
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. 
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança...


E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais....


Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos...


Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados...


Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. 
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se...


Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversário você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma  criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso...


Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com  raiva, mas isto não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama contudo o que pede, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso...


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás...


PORTANTO... PLANTE SEU JARDIM E DECORE SUA ALMA, AO INVÉS DE ESPERAR QUE ALGUÉM LHE TRAGA FLORES. 
E VOCÊ APRENDE QUE REALMENTE PODE SUPORTAR...
QUE REALMENTE É FORTE, E QUE PODE IR MUITO MAIS LONGE DEPOIS DE PENSAR QUE NÃO SE PODE MAIS.
E QUE REALMENTE A VIDA TEM VALOR E QUE VOCÊ TEM VALOR DIANTE DA VIDA...


William Shakespeare

sábado, 20 de agosto de 2011

IGREJA IRRACIONAL



          Uma característica da Igreja Moderna é o abandono da racionalidade em relação as questões da Fé. Resgato as palavras de Stott, onde ele diz que o espírito do anti-intelectualismo é corrente hoje em dia. Ele mostra que no mundo moderno multiplicam-se os pragmatistas, para os quais, a primeira pergunta acerca de qualquer ideia não é: “É verdade?” “mas sim: “Será que funciona?” É Este mesmo espectro de anti-intelectualismo que surge frequentemente para perturbar a Igreja Cristã. E considera a teologia com desprazer e desconfiança.
          Esta realidade da Igreja tem se tornado visível ao passar dos dias. Pessoas distanciando a Fé da intelectualidade, não percebendo que a Fé é inteligível, coerente e intensamente racional. Elas advogam a superioridade das experiências espirituais em relação a assimilação intelectual das verdades da Palavra de Deus.
          A Fé é considerada como ato cego de vontade, as pessoas aceitam aquilo que seu "líder espiritual" diz, e não passam as palavras pelo crivo da razão ou pelas evidências consistentes sobre o que se crê, sobre o que esta escrito na Bíblia de fato.
          Segundo John Sott, uma das características mais sérias, é a declaração de alguns grupos pelo anti-intelectualismo. Eles afirmam que no fundo o que importa não é a doutrina, mas a experiência. Isso equivale por a experiência subjetiva acima da verdade de Deus revelada. Ou usar do anti-intelectualismo como válvulas de escape para fugir da responsabilidade dada por Deus, do uso cristão de nossa mente.
          Esta é a Igreja que vemos hoje, carregada de emocionalismo e presa ao subjetivismo. Uma Igreja que se afasta cada vez mais da intelectualidade dada por Deus, desprezando a própria natureza humana, como imagem e semelhança de Deus, herdeira da racionalidade.  

Felippe Ramos         


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

U2 Cantando o Salmo 40



        Uma linda música tocada por uma das maiores bandas do Rock mundial. U2 iniciou em 1976 em Dublin, Irlanda. Além das músicas de qualidade, são conhecidos pelas participações nas causas políticas e humanitárias, em especial o líder da Banda, Bono. Outra característica é a relação tênue que a banda mantém com o Cristianismo. Oriundos de uma Igreja Cristã, suas músicas exalam espiritualidade, como podemos ver nesta música, onde a banda canta o Salmo 40...

        Quero deixar um trecho desse lindo Salmo de Davi, que venhamos sempre meditar nestas palavras...

1. Esperei com paciência  pela ajuda de Deus, o Senhor. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro.


2. Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos.


3. Ele me ensinou a cantar uma nova canção, um hino de louvor ao nosso Deus. Quando virem isso, muitos temerão o Senhor e nele porão sua confiança.


4. Feliz aquele que confia em Deus, o Senhor, que não vai atrás dos ídolos, nem se junta com os que adoram falsos deuses!


5. Ó Senhor, nosso Deus, tu tens feito grandes coisas por nós. Não há ninguém igual a ti. Tu tens feito muitos planos maravilhosos para o nosso bem. Ainda que eu quisesse, não poderia falar de todos eles, pois são tantos, que não podem ser contados.

CONFIE EM DEUS, ELE TEM O MELHOR PARA VOCÊ......

A IMITAÇÃO DE CRISTO


          THOMAS À KEMPIS

        Jesus tem muitos que amam seu reino celestial, mas poucos que carregam sua cruz. Muitos desejam consolo, mas poucos a tribulação. Muitos se sentarão a mesa com ele, mas poucos compartilharão seu jejum. Todos querem alegrar-se com ele, mas poucos desejam com ele sofrer.
        Muitos o seguirão até o partir do pão, mas poucos beberão com ele o cálice de sua Paixão. Muitos admiram seus milagres, mas poucos abraçam a vergonha de sua cruz. Muitos amam a Jesus quando está bem com eles, e o louvam quando ele lhes concede um favor; mas, se Jesus se esconde e os abandona por algum tempo, eles começam a queixar-se e ficam abatidos.
        Aqueles que ama a Jesus unicamente por ele e não por amor a si mesmo bendizem-no na tribulação e na angústia assim como no tempo da consolação. Mesmo que ele nunca enviasse um consolo, eles ainda louvariam e lhe renderiam graças.
        Ah! Como é poderoso o amor puro de Jesus, quando não vem misturado com interesses egoístas ou amor-próprio! Os que pensam apenas na própria vantagem não mostram que amam a si mesmos mais do que a Cristo? Onde se encontrará alguém disposto a servir a Deus sem procurar uma recompensa?
        É difícil encontrar alguém tão espiritual que esteja disposto a despojar-se de todas as coisas. Onde se encontrará alguém realmente pobre em espírito e livre de todo apego às criaturas? Tal pessoa é um raro tesouro trazido de mares distantes ( Provérbios 31: 14)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

AS 3 CHAMAS DO AMOR HEBRAICO... DE CÂNTICO DOS CÂNTICOS



        "Grave o meu nome no seu coração e no anel que está no seu dedo. O AMOR é tão poderoso como a morte; e a paixão tão forte como a sepultura. O AMOR  e a PAIXÃO explodem em chamas e queimam como fogo furioso.
Nenhuma quantidade de água pode apagar o amor, e nenhum rio pode afogá-lo. Se alguém quisesse comprar o AMOR e por ele oferecesse as suas riquezas, receberia somente o desprezo."
Cântico Dos Cânticos 8: 6 e 7

          

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SOBRE O AMOR



           Talvez hoje não seja o dia ideal para falar sobre Amor. Afinal, não é hoje o dia do solteiro? Mas sabe aqueles dias que você acorda inspirado, feliz, com a aquela vontade imensa de viver? Estou nesse dia! E não há melhor dia para falar de uma das coisas mais preciosas, gostosas e saudáveis que o Ser Humano pode sentir: O AMOR.
Aquele sentimento que brota dentro de você sem você perceber e vai crescendo sem você notar, e quando você assusta, está totalmente envolvido numa magia sobrenatural ou super natural, inexplicável, prazerosa, revigorante, nostálgica.  É o amor.
Entendo quando o escritor e poeta francês Victor Hugo disse que “”a medida do amor, é amar sem medida”. Não há limites para amar, aliás, quanto mais você amar, melhor é para você, para o próximo, para o mundo, para o amado. No amor, todas as partes são beneficiadas. Fico imaginando como seria o mundo se todos amassem, se todos vivessem um amor, vivessem “O AMOR!.”
Nisto, penso que um dos remédios para a humanidade seja o Amor. Como disse Clarice Lispector: “Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.” Por isto, permita-se amar, permita-se ser amado, permita-se viver a magia chamada AMOR!


Quero deixar uma música que exprime um pouco do AMOR. Composição de Karen Perussi.

"O Clima está frio, e tantas lembranças do inverno me vem a mente

Começo a sentir falta de algo, meu coração então se aperta

Reflito sobre o que seria,

Enquanto a resposta esta o tempo todo comigo.


A resposta é você, a falta que eu sinto é de você,

Talvez o tempo seja bom comigo e eu possa te ver logo

Já que na nossa história ele tem um papel importante, 

Junto com minhas orações incessantes.


Não há outro alguém que eu queira, 

Não há ninguém que tome seu lugar,

Espero a permissão de Deus,

Para que no tempo e na vontade Dele tudo venha se acertar.


Ainda o clima frio, penso sobre seus sonhos, meus sonhos

E tudo o que eu posso fazer é esperar,

Esperar que a poeira baixe e tudo se encaixe

Pois não há ninguém que tome seu lugar.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

RESSURREIÇÃO


O mundo é um lugar frio, inflexível e indiferente?
A morte tem a última palavra?
É tão perverso assim?
E todas as coisas boas que fazemos ou vemos são só casualidades?
São ímpetos aleatórios?
Interrupções momentâneas do vazio de uma existência sem expressão?
Porque se este for o caso, então a única resposta racional é o desespero....

Porém, Jesus fala da RESSURREIÇÃO, e
RESSURREIÇÃO fala que Deus não desistiu do mundo, porque o mundo é importante.........

Rob Bell é escritor e pastor fundador da Mars Hill Bible Church nos Estados Unidos. Sua forma criativa de apresentar a Verdade tem conquistado pessoas em todo o mundo, pessoas de vários públicos. Ele e sua esposa Kristen tem dois filhos e moram em Grand Rapids, Michigan.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Abriu-me a porta Amor


Abriu-me a porta Amor

George Herbert

Abriu-me a porta Amor, mas minha alma 
encolheu-se,

Pecado e pó que sou.

Sagaz Amor ao ver que ela esmoreceu-se
Desde o instante em que entrou,

Chegou-se a mim e quis saber discretamente 
Se algo estava ausente.

"Um hóspede", falei, "condigno do lugar."
Amor disse: "És tu quem escolhi."

"Eu sou grosseiro e ingrato e devo confessar:
Não posso olhar a ti."

"Amor tomou-me a mão e, sorrindo, respondeu:
Quem fez o olhar fui eu."

Certo, Senhor, mas eu manchei-o; que esta culpa 
Ocupe seu lugar."

"Não sabes", disse Amor, "quem assumiu tua culpa?"
"Céus, devo concordar."

"Senta-te", disse Amor. "prova minha comida."
Então sentei-me e fui servido."


George Herbert (1593 - 1633)  foi poeta, orador e sacerdote inglês.