sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FRASES DE G K CHESTERTON



Do livro: ORTODOXIA

"Fé acredita no inacreditável, senão deixa de ser virtude".

"Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor entusiasmá-lo continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha duvidar de si próprio".

"A imaginação não gera insanidade. O que gera a insanidade é exatamente a razão. Os poetas não enlouqueceram, mas os jogadores de xadrez sim. Os matemáticos enlouquecem. Mas isto raramente acontece com artistas criadores. Não estou em nenhum sentido atacando a lógica. Só afirmo que este perigo está na lógica, não na imaginação".

"A poesia mantém a sanidade porque flutua facilmente num mar infinito; a razão procura atravessar o mar infinito, e assim torná-lo finito. O resultado é exaustão mental".

"O louco não é um homem que perdeu a razão. O louco é um homem que perdeu tudo, exceto a razão".

"O elemento principal da insanidade, podemos dizer, é a razão usada sem raízes, a razão no vazio".

"Hoje em dia, a parte humana que o homem afirma é exatamente a parte que não deveria afirmar. A parte de que ele duvida é a parte que não deveria duvidar - a razão divina".

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

CUIDADO...



Por Felippe Ramos

O homem já morreu. Deus já morreu. A vida se tornou uma existência sem significado, e o homem não passa de uma roda na engrenagem. A única via de escape passa por um mundo fantástico de experiências, drogas, absurdos, pornografia, uma experiência final, ilusiva a loucura....
                                                                                              Francis Shaeffer


            Uma descrição real da sociedade. Sem perspectivas, sem sonhos, sem a construção de um futuro melhor, esperando o caos.
            Este é o retrato que vemos quando começamos observar as pessoas, suas atitudes, os vícios, as injustiças, a indiferença, a individualidade.
            Se nos remetermos ao passado, podemos perceber que nossa geração é fruto de uma (des) construção que perdurou séculos, quando o homem começou utilizar o princípio da razão autônoma e  destruir todo traço divino na sociedade, gerando no pensamento moderno um pluralismo, relativismo e ceticismo.
            Diante desta realidade, chegamos à conclusão que onde se tira a “religião” (Deus), gera uma desordem ética, moral e social. Utilizando as palavras de Libânio, ele descreve que este processo gerou um verdadeiro ecocídio; produziu um verdadeiro exército de pobres; tem criado um coração humano egoísta, individualista, fechado, condenado à solidão, consumista, sôfrego de prazeres que não o fazem felizes. Ele mostra que este homem pos-moderno, resultado do Racionalismo, está na ameaça no niilismo de valores, de bem, de verdade. E acompanha-o a melancolia cinzenta. E num movimento de reação e de ressurreição diante de tanta morte simbólica, ecológica e humana, abrem-se espaço para a dimensão estética, lúdica, gratuita, festiva, religiosa da existência.

Cuidado para não ser mais uma vítima desta sociedade...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

FÁCIL E DIFÍCIL




 Carlos Drummond de Andrade

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a 
mesma... 
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. 
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SOBRE A IGREJA IRRACIONAL



Tenho escutado, lido e analisado a realidade de muitas igrejas e suas aberrações teológicas.

Fico “impressionado” com o discurso de seus líderes.

“Deus te fez para ser prospero!”
“Você foi criado para vencer!”
“Tome posse das bênçãos!”
“Não aceite derrota em sua vida!”
“Você é filho do Rei, por isso você nasceu para ser rico!”
“Não aceite o sofrimento!”
“Não aceite a pobreza!”

E outras frases que manipulam o emocional das pessoas.

E mais impressionado, é como isto atrai multidões. Um discurso baseado no que a cultura capitalista impôs ao ser humano como exigências para o bem estar terreno. Totalmente voltadas para o homem.
Estas igrejas são reflexos de uma sociedade humanista, e usa de métodos de manipulação para atrair pessoas e ganhar benefícios materiais.
         Diante desta situação, vejo como a fé das pessoas está baseada em um emocionalismo cego. Uma fé sem qualquer fundamento. Basta lermos além dos dois primeiros capítulos da Bíblia e nos depararmos com a problemática humana: “o pecado”, do qual se estabeleceu toda desordem espiritual, emocional, fraternal e social humana. Uma desobediência do primeiro homem que afetou toda uma geração, inclusive a nossa geração.
         Mas me pergunto: Onde fica Jesus nesta teologia? Qual espaço ocupa o Cristo histórico neste sistema? Um homem que nasceu em uma família pobre, tinha um trabalho comum em seu contexto, foi odiado pelas pessoas, traído por seus amigos, padeceu dor física no caminho da Cruz e morreu de forma humilhante nesta mesma Cruz.

Esta é uma boa pergunta para os defensores deste discurso.

Por isto, pare, pense, analise e não se deixe levar pelos sofistas da Igreja Moderna.


Felippe Ramos