terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Que em 2014, possamos Viver!


Nada dignifica mais a vida do que o viver: viver bem, viver pra si, viver pra os outros, viver paixões, viver amizades, viver o divino, viver o amor, viver o momento, viver as oportunidades. Quando foi soprado em nós o espírito vivificante, foi para que pudéssemos então viver, e viver, está além da vida em si, perpassa o fôlego da vida, vai além do existir. Só entendemos isso, quando começamos a viver, verdadeiramente e intensamente.

Aprendamos a lição com o poeta:

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
(Mario Quintana)

Que neste novo ano, possamos honrar o presente da vida, vivendo-a intensamente.

Feliz 2014 amigos.   

Felippe Ramos

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

deus #RobBell #3




Muitas vezes, quando encontro um ateu e conversamos sobre o deus em que ele não acredita, chego à conclusão de que eu também não acredito naquele deus.
Rob Bell (O Amor Vence)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Sobre a Magia de Dezembro e o Natal


Todos mês do ano tem algo em especial a oferecer, seja por uma data inesquecível, seja por algo marcante que nos aconteceu, ou por ser a data do nosso aniversário. Mas tenho um apreço especial pelo mês de dezembro, sempre quando ele chega sinto uma magia pairando, algo que eleva o espírito, que vivifica a alma, talvez pelas lembranças de tantos momentos especiais que este mês já ofereceu.


Lembro quando era criança, gostava quando minha mãe me levava ao centro da cidade pra ver os enfeites de natal, a cidade ficava mais iluminada, era uma mistura de cores vívidas, que se alternavam em diferentes ritmos, as vezes acompanhados por canções natalinas. Não havia nada mais magnífico aos olhos inocentes de uma criança.


Na casa dos meus avós, aguardávamos  ansiosamente para montarmos a árvore de natal, aos poucos ela ganhava forma e cores diversificadas. Ficávamos com os olhos brilhando esperando atônitos o momento em que os pisca-pisca seriam acesos. A noite atenuava a beleza daquela simples árvore, sentávamos ao redor dela e contávamos histórias, ficávamos imaginando como Papai Noel entraria na casa se não havia chaminé. Sim, acreditávamos nele, no dia 24 ficávamos olhando para o céu, quem sabe não daríamos a sorte de ver o bom velhinho ou escutar seu ho-ho-ho! 


O dia 25 era o mais esperado do ano. Dormia bem cedo pra noite passar bem rápido (vocês podem até não acreditar, mas a noite passava bem rapidinho). E quando chegava o tão esperado dia, queria aproveitar o máximo o que o dia tinha a me oferecer. Era uma festa só, foi neste dia que ganhei minha primeira bicicleta, meu primeiro carrinho de controle remoto, que comia as mais deliciosas comidas e doces do ano. Como não gostar de um dia assim, tão mágico. 

Muitos veem o Natal como sendo puramente comercial, não discordo de que para muitos, talvez a maioria, o sentido no Natal esteja impregnado desse consumismo fruto de uma cultura decadente e pobre. Mas recordemos do conselho do velho Tolkien: "bem, aí vem o Natal, aquela coisa extraordinária que "comercialismo" algum pode de fato macular, a não ser que você permita.   

Que não permitamos fazer parte disso, mas, lembremos daquilo que de fato faz desta data e deste mês tão especial: família, amigos, o sorriso no rosto, um caloroso abraço, o cheirinho da deliciosa comida do fogão de lenha, da família reunida, dos presentes compartilhados, das boas memórias  daqueles que já partiram, da fé restaurada, da partilha, da felicidades, do nosso bem fazer e principalmente do nascimento daquele que nos trouxe esperança quando não mais existia.



Que a magia de dezembro nos cubra durante todo o ano!



Feliz Natal

Felippe Ramos





sábado, 16 de novembro de 2013

Sobre o Livro

 
[...] A Bíblia é um livro de histórias de amor, de encontros, desencontros e reencontros, de poesia e afeto.

Sim, ela fala de um Deus que só sabe amar e das histórias de amor e desamor de um povo pra com seu Deus e pra consigo mesmo.

O amor vence no final!
Carlos Bregantim
 

sábado, 2 de novembro de 2013

Há de se cuidar da amizade e do amor



LEONARDO BOFF

A amizade e o amor constituem as relações maiores e mais realizadores que o ser humano, homem e mulher, pode  experimentar e desfrutar. Mesmo o místico mais ardente só consegue uma fusão com a divindade através do caminho do amor. No dizer de São João da Cruz, trata-se da experiência da “a amada(a alma) no Amado transformada”.

Há vasta literatura sobre estas duas experiências de base. Aqui restringimo-nos ao mínimo. A amizade é aquela relação que nasce de uma ignota afinidade, de uma simpatia de todo inexplicável, de uma proximidade afetuosa para com a outra pessoa. Entre os amigos e amigas se cria uma como que comunidade de destino. A amizade vive do desinteresse, da confiança e da lealdade. A amizade possui raízes tão profundas que, mesmo passados muitos anos, ao reencontrarem-se os amigos e amigas, os tempos se anulam e se reatam os laços e até  se recordam da última conversa havida há muito tempo.

Cuidar da amizade é preocupar-se com a vida, as penas e as alegrias do amigo e da amiga. É oferecer-lhe um ombro quando a vulnerabilidade o visita e o desconsolo lhe oculta as estrelas-guias. É no sofrimento e no fracasso existencial, profissional ou amoroso que se comprovam os verdadeiros amigos e amigas. Eles são como uma torre fortíssima que defende  o frágil castelo de nossas vidas peregrinas.

A relação mais profunda é a experiência do amor. Ela  traz as mais felizes realizações ou as mais dolorosas frustrações. Nada é mais misterioso do que o amor. Ele vive do encontro entre duas pessoas que um dia cruzarem seus caminhos, se descobriram no olhar e na presença e viram nascer um sentimento de enamoramento, de atração, de vontade de estar junto até resolverem fundir as vidas, unir os destinos, compartir as fragilidades e as benquerenças da vida. Nada é comparável à felicidade de amar e de ser amado.  E nada  há de mais desalodor, nas palavras do poeta Ferreira Gullar, do que não poder dar amor a quem se ama.

Todos esses  valores, por serem os mais preciosos, são também os mais frágeis  porque  mais expostos às contradições da humana existência.

Cada qual é portador de luz e de sombras, de histórias familiares e pessoais diferentes, cujas raízes alcançam arquétipos ancestrais, marcados por experiências bem sucedidas ou trágicas que deixaram marcas na memória genética de cada um.

O amor é uma arte combinatória de todos estes fatores, feita com sutileza que demanda capacidade de compreensão, de renúncia, de paciência e de perdão e, ao mesmo tempo, comporta o desfrute  comum do encontro amoroso, da intimidade sexual, da entrega confiante de um ao outro. A experiência do amor serviu de base para entendermos a natureza de Deus: Ele é amor essencial e incondicional.

Mas o amor sozinho não  basta. Por isso São Paulo em seu famoso hino ao amor, elenca os acólitos do amor sem os quais ele não consegue subsistir e irradiar. O amor tem que ser paciente, benigno, não ser ciumento, nem gabar-se, nem ensoberbecer-se, não procurar seus interesses, não se ressentir do mal…o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta…o amor nunca se acaba(1Cor 13, 4-7). Cuidar destes acompanhates do amor é fornecer o húmus necessário para que o amor seja sempre vivo e não morra pela indiferença. O que se opõe ao amor não é o ódio mas a indiferença.

Quanto mais alguém é capaz de uma entrega total, maior e mais forte é o amor. Tal entrega supõe extrema coragem, uma experiência de morte pois não retém nada para si e mergulha totalmente no outro. O homem possui especial dificuldade para esta atitude extrema, talvez pela herança de machismo, patriarcalismo e racionalismo de séculos que carrega dentro de si e que lhe  limita a capacidade desta  confiança extrema.

A mulher é mais radical: vai até o extremo da entrega no amor, sem resto e sem retenção. Por isso seu amor é mais pleno e realizador e, quando se frustra, a vida revela contornos de tragédia e de um vazio abissal.

O segredo maior para cuidar do amor reside no singelo cuidado da ternura.  A ternura vive de gentileza, de pequenos gestos que revelam o carinho, de sacramentos tangíveis, como recolher uma concha na praia e levá-la à pessoa amada e dizer-lhe que, naquele momento, pensou carinhosamente nela.

Tais “banalidades” tem um peso maior que a mais preciosa jóia. Assim como uma estrela não brilha sem uma atmosfera ao seu redor, da mesma forma, o amor não vive  sem um aura de enternecimento, de afeto e de cuidado.

Amor e cuidado formam um casal inseparável. Se houver um divórcio entre eles, ou um ou outro morre de solidão. O amor e o  cuidado constituem uma arte. Tudo o que cuidamos também amamos. E tudo o que amamos também cuidamos.

Tudo o que vive tem que ser alimentado e sustentado. O mesmo  vale para o amor e para o cuidado. O amor e  o cuidado se alimentam da afetuosa preocupação de um para com o outro. A dor e a alegria de um é a alegria e a dor do outro.

Para fortalecer a fragilidade natural do amor precisamos de Alguém maior, suave e amoroso, a quem sempre podemos invocar. Daí a importância dos que se amam, de reservarem algum tempo de abertura e de comunhão com esse Maior, cuja natureza é de amor, aquele amor, que segundo Dante Alignieri da Divina Comédia “move o céu e as outras estrelas”  e nós acrescentamos: que comove os nossos corações.

Do site leonardoboff.wordpress.com

Pintura: Karen Tarlton 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

MARIA



Procuro por Maria, aquela mulher autêntica, verdadeira, que independente da ocasião e das pessoas não tem medo de defender aquilo em que acredita, seus princípios, sua fé, sua crença. Ela é viciada em viver, e não precisa de muita coisa pra ser feliz. Maria sonha com uma casa bem grande, porque ela sempre disse que casa feliz é casa cheia, ela também tem um grande coração, fico admirado que o tamanho dele, sempre pronto a amar, doar, a ajudar, ela acredita em milagres e sempre dizia que no mundo, apesar de todo o caos, há uma magia, ela tem fé nas pessoas. Maria faz o que gosta, não está a procura de dinheiro, bens, ela gosta da vida simples, porque a simplicidade é uma das maiores qualidade dela. Ela acredita no que faz, é feliz assim, não perdeu seus valores, até tentaram persuadi-la com atraentes propostas, mas ela se manteve firme em suas convicções, é mulher das causas sociais. Maria gosta de se divertir, se aventurar, ama a natureza, fica admirada com cada animal, luta pela preservação, se importa com seu lar. Maria gosta de viajar, conhecer novos lugares, conhecer novas histórias, também gosta de ver um bom filme, tem um gosto especial por outubro, o mês que começa os seriados, consegue rir dos desenhos animados como se você criança, aliás, ela é uma criança adulta. As vezes Maria fica perdida em um mundo estranho, fantasioso, é apaixonada pelo conhecimento, ama ler e diverte muito fazendo isso. Maria gosta de enfrentar a vida, não desiste por qualquer coisas, comete muitos erros mas sempre tenta consertá-los e como um ser humano normal, possui muitos defeitos também. É impressionante o apreço que ela possui pela família, ela se sente segura no meio deles, seu amor por eles parece não ter fim. Maria é apaixonada pela música, pela arte, sempre dizia que a música tem o estranho poder de compreende-la em momentos adversos. Maria é aquilo que Milton Nascimento disse "Graciosa, Sonhadora e possui a estranha mania de sempre ter fé na vida!
Maria, Maria, onde estas?


domingo, 13 de outubro de 2013

CÉU #RobBell #2


É muito comum ouvir conversas sobre o céu em termos de quem "entra" ou de "como entrar". Mas, na verdade, Jesus está interessado em ver nossos corações transformados para que possamos lidar com céu. Retratar o céu como êxtase, paz e alegria infinita é uma bela imagem, mas levanta a questão: quantos de nós estariam aptos, da maneira como somos hoje? Como entraríamos em um mundo que não comporta o cinismo, a difamação, a preocupação ou o orgulho?

É importante ter em mente que o céu pode ser uma espécie de ponto de partida, uma aprendizado sobre como tornar-se humano novamente.
Rob Bell (O Amor Vence)

sábado, 12 de outubro de 2013

Vida Eterna #RobBell #1



                 A vida eterna não começa quando morremos,
                 ela começa agora.
                 Não se trata de uma vida que começa após a morte.
                 Vida eterna é experimentar agora o tipo de vida que pode
                  perdurar e sobreviver à morte.

 

                  Rob Bell (O Amor Vence)

domingo, 30 de junho de 2013

ELES NÃO SÃO VOCÊ


Não ser ninguém - além - de - você - mesmo num mundo que está fazendo de tudo, noite e dia, para transformar você em outra pessoa - significa travar a batalha mais difícil que qualquer ser humano pode travar;e nunca parar de lutar.  E.E Cummings

segunda-feira, 27 de maio de 2013

OUVIR ESTRELAS



Ouvir Estrelas

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizes, quando não estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Olavo Bilac

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CAMINHO NAÇÕES - AJUDE



O Caminho-Nações é uma associação humanitária sem fins lucrativos fundada pelo movimento cristão “Caminho da Graça” em 2010.
Seguindo o mandamento deixado por Jesus Cristo de “amar o próximo como a si mesmo” o Caminho-Nações tem como objetivo servir em amor aos povos e nações do mundo. Respondemos aos apelos de socorro aqui e nos confins da Terra. Atendemos aos pedidos de ajuda, e, principalmente, vamos aonde o Espírito nos chama. Basta-nos uma informação confirmada e corações gritando por amor, a espera de uma mão estendida.
Nossa maior parceria é feita de gente. Gente comum, brasileiros e estrangeiros que nos trazem informações, atuam como voluntários na construção de vários projetos e contribuem financeiramente para a manutenção do Caminho-Nações.
Temos um Caminho a indicar!
Temos um Caminho às Nações!
Para saber mais sobre o projeto, entre no site: http://www.caminhonacoes.com/novo/
Doe Agora! 

The Hobbit




"Saruman acredita que apenas um grande poder pode conter o mal. Eu descobri que são as pequenas coisas, os simples atos de bondade e amor que tornam possível manter longe a escuridão"
Gandalf - em The Hobbit